Baseado na Parábola do Rico Insensato (Lucas 12:13-21)
Nesta reflexão, somos levados a um cenário onde não há crimes, mas há uma tragédia silenciosa. O homem rico da parábola não roubou, não mentiu e não foi preguiçoso. Pelo contrário, ele foi um gestor eficiente que soube aproveitar a abundância da terra. Onde, então, reside a sua loucura?
1. O Sucesso que nos Engana
O erro do rico não foi o que ele fez (plantar, colher, construir celeiros maiores), mas o que ele não fez. Ele concentrou 100% de sua energia na dimensão horizontal da vida — o trabalho, o lucro, o conforto e o lazer. Jesus nos alerta que a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos seus bens. O dinheiro é um excelente servo, mas um patrão cruel que anestesia a percepção da eternidade.
2. Os Quatro Sintomas da Loucura Espiritual
Na parábola, quatro verbos definem o estilo de vida deste homem: Descansar, comer, beber e aproveitar. Isoladamente, nada disso é pecado. O problema é quando esses atos tornam-se o fim último da existência. Quando a alma é alimentada apenas por aquilo que o dinheiro compra, ela passa fome do que é eterno.
3. Rico para com Deus
A conclusão de Jesus é um divisor de águas: louco é aquele que ajunta tesouros para si, mas não é rico para com Deus. A verdadeira prosperidade não se mede pelo saldo bancário entre o berço e o caixão, mas pela entrega de vida ao Senhorio de Cristo.